a full moon spread


An autonomous Tarot practice is an interesting possibility. Although I discourage reading cards for yourself when you are handling a complex situation or feeling, I find this kind of simple spreads an interesting exercise for one’s creation, intuition and connection. As a gentle action to tune in. Important: try not to judge nor enter the cascade of bad assumptions. Suggestion: set the intention for your reading to bring you clarity.

1. My present moment
2. What is being illuminated / brought to my awareness?
3. What can I let go?


You can take notes and write down your perceptions in your journal or tarot studies notebook. After the Waning Moon is a good time to look back at these themes and the following days feelings.


paisagens aquáticas

A água nas imagens têm sido utilizada culturalmente para simbolizar pureza, tranquilidade, paz. Mas também pode representar tempestade, forças incontroláveis e tudo que toca o mistério e oculto. Muitos desses temas e contextos aparecem no Tarot representados pelas águas. 

aquária (2021)

O naipe de copas é relacionado com este elemento e explora nossas emoções, relações e sentimentos. A água concentra os mistérios profundos do subconsciente e as infinitas possibilidades criativas. Aqui, podemos trazer para o campo dos significados da água questões relativas às emoções, sensibilidade, intuição, conhecimento e espiritualidade. 

Nos Arcanos Menores do naipe de copas, cada carta nos mostra um contentor para essas águas. A começar pelo Ás, que transborda e extravasa e pode assumir a forma que for e se coloca assim, incontrolável. Caminhando do 1 ao 10, temos um percurso de contenção e expansão e de modulações que as (nossas) águas assumem conforme a vida acontece. Nos outros naipes a água também está presente, em forma de mar, rio, lágrimas, suor, lago, chuva.

Ente os Arcanos Maiores podemos tomar aqui de exemplo A Sacerdotisa e a Temperança. Observe que o vestido da Papisa é feito de água e parece fundir-se à lua que está aos seus pés. Ela está sentada em frente a um véu que cobre uma espécie de portal para um grande corpo d’água, enquanto ela mesma é formada por águas profundas. A Temperança, por sua vez, opera sua mistura alquímica com água entre duas copas num cenário de um lago. 

As duas figuras aparentam estar “paradas” porém estão fluindo com as forças das águas e observam com consciência o fluxo de troca entre o interior e o exterior, consciente e inconsciente.

exercício de paisagem

Se você desenha ou pinta, recomendo usar essa linguagem. Se você tem maior facilidade com as palavras, pode usar da escrita automática e da poesia. Primeiro, da maneira que for possível, tente ir para próximo de um corpo d’água. Pode ser um mar, rio, lagoa, uma fonte… Ou até um dia chuvoso. Experimente deixar-se ser afectada por essa força. Procure desligar um pouco o racional e deixar o corpo se encontrar ali.

Num segundo momento no seu caderno você irá desenhar a sensação de estar perto/ser água. Comece por onde for e vá deixando fluir o risco ou as palavras para onde quiser ir (a água sempre encontra seu rumo).

Deixe descansar tudo isso e num terceiro momento retome e com um olhar mais amplo veja tudo que veio à superfície. Procure outras referências (visuais, da palavra e musicais) que façam parte deste seu universo aquático. Quando somar todos esses movimentos aos poucos verá surgir uma paisagem aquática pessoal.

caminhos para trabalhar com os sonhos

Sonhos são misteriosos. E eles tendem a refletir coisas que estamos vivendo e processando. Eles contam pra gente do invisível ruidoso em formatos narrativos e estéticos. Nem sempre confortáveis, mas geralmente impactantes. Eu acredito que sonho lembrado é uma mensagem que chega.


Sintonizar uma conversa com o nosso mundo onírico é para mim um dos caminhos aventureiros de se desenvolver as linguagens da nossa intuição. Além de uma fonte mágica de inspiração e reflexão, o canal com esta inteligência é muito pessoal e pode fortalecer por exemplo a nossa interpretação nas leituras das cartas (especialmente em tiragens pessoais e autônomas).

Há algumas coisinhas que eu gosto de estudar e praticar para fortalecer esta conexão com essa parte de mim:
✵ Cultivar um caderno de notas sobre seus sonhos. Adoro diários e considero a escrita muito potente.
✵ Experimentar desenhar a sensação, escrever sobre o que te inquietou. Formar um poema-memória.
✵ O que é recorrente nos sonhos? Um animal, uma situação, um objeto?
✵ Deixar ser afetado de volta pelos seus traços e registros & construir sua teia própria de significados.

can a drawing be a personal oracle?

Tarot and other divinatory cards and objects have been used as powerful tools for self-understanding and expansion of one’s consciousness. The Tarot is a deck of 76 cards (divided in Major Arcana, Minor Arcana and Court Cards) that follows a system of meaning of its own. An oracle is any object considered to provide advice or prediction, usually known as a form of divination or counsel when one seeks for clarification on their path. It is actually very common — specially for Latin American people — to go to a reading or to know someone who knows someone who reads the tarot cards, tea leaves, búzios and so many other magical objects. 

It is also possible to incorporate oracles as a personal and autonomous practice. One of the perspectives through which you can approach Tarot — or really any other oracle that is based on an iconographic structure — is to look at the images as if they were windows. Inside each window lives a story full of symbols, anecdotes, sensations and characters. When you look with a bold attention through these windows and combine what they show you with the present moment, you access several pieces of information. The narrative that starts to surface transports you to a symbolic and oniric landscape where you are an adventurer. The tools that allow you to look at the present through another point of view, leading you to new solutions and fresh perspectives, different ways of seeing yourself and the world you are a part of. 

Oracles in general have this weird potential to encourage and inspire us to imagine further more and create multiple pathways. Different from the exclusive divinatory purpose (that is focused mainly in foreseeing the future), such way of approaching oracles helps us to get in tune with our own intuition and personal “oracle faculties” that we all have and carry within. 

This article was originally published on Fresta #1. Please click here to continue reading 🙂